7 de dez. de 2011

Transformações Necessárias

Segundo a Astrologia, a partir de 2008, com a entrada de Plutão no signo de Capricórnio, entramos num período (13 anos) marcado por profundas transformações radicais no âmago de questões que nos fará ter lançar um novo olhar sobre todas as coisas. Mudanças que trazem a oportunidade de cura. Assim como quando tratamos de um machucado primeiro precisamos limpar a “ferida”, o que traz uma dor necessária como parte do processo, o nosso olhar também precisa ser “limpo”. As transformações já são vistas a olhos nus pelo mundo afora e ao nosso lado.

A própria crise financeira mundial vem como um prenúncio dessa constatação. Temos que admitir que toda uma ideologia individualista, exclusivista, que levou à competição nos vários “campos” (de batalha) das atividades humanas se tornou desumana. Este sistema se mostrou perverso; excludente, numa moral de domínio feroz sobre todos. A busca frenética por consumir, sejam produtos, beleza, juventude, na promessa ilusória de felicidade, se mostrou enganosa. Gerou sintomas diversos, “desajustados”, “descamisados”, desumanizados; num processo crescente de retirada de oportunidade de muitos a favor de tão poucos. Transformou o homem numa maquina que precisa produzir para poder consumir a todo o tempo e a qualquer custo.

Instalada a “coisificação” do eu o homem perde seu valor humano, tornando-se um produto. Dessacralizada a vida e a natureza o homem perde sua humanidade. Fragmentado perde sua noção de Uma-unidade. Profana-se!

Vemos muitas empresas quebrarem, falirem e o próprio sistema capitalista posto em cheque. A natureza agonizando pede socorro.

Em outubro de 2008, Plutão ingressou no signo de Capricórnio, recuando no início de 2009 e retornando definitivamente onde ficará por 13 anos. Interessante lembrar os acontecimentos da época, tanto na política governamental e financeira como em nossas próprias vidas. Vale uma reflexão!

Plutão está relacionado à tendência de cortes profundos, quebras ou rompimento de coisas e valores geralmente enrijecidos, cristalizados e embrutecidos anos a fio. Indica mortes, renascimentos e capacidade de regeneração ampliada. Plutão traz consigo uma renovação, um novo olhar, muitas vezes de forma abrupta e algumas, até mesmo violenta.

Quanto maior a dificuldade em ceder e aceitar as mudanças, em ampliar a noção de eu, em romper com o posicionamento individualista, que busca não se comprometer com o que se passa no mundo, se embrutecendo e teimando em não ver nada além de seu próprio umbigo gigantesco, corre o inevitável risco de se partir, como quebra o tronco de um rígido carvalho em meio a uma forte tempestade. Portanto, se faz necessário mais do que nunca: “Flexibilidade”; assim como o bambu que se verga com o vento e não quebra, nem mesmo com a mais forte tempestade, também nós precisaremos deste exercício. A flexibilidade é a grande firmeza, já ensinavam os antigos sábios.

É preciso que a arte e o lúdico façam mais parte de nossas vidas. Com isso ampliar nossa leitura dos sinais, dos mais óbvios aos mais sutis. Localizar nossas potencialidades, desenvolver nossa atrofiada sensibilidade e assumir um novo olhar que amplie nossas perspectivas. O lema é: agir, ao invés de reagir, uma vez que toda reação é uma forma de resposta, de reafirmação, quase sempre acompanhada de hostilidade. Desta maneira perdemos a originalidade de nosso agir criativo, afirmando novos caminhos, buscando soluções originais e sugerindo inovações.

Quando coisas e situações desafiadoras se manifestam em nosso caminho, uma das mais imbatíveis armas de neutralização é a suavidade. Fomos treinados pela mentalidade ocidental a querer competir, retaliar, reagir, lutar. Mas uma parte nossa, mais íntima e secreta, sabe que tais ações apenas alimentam a roda do sofrimento, que não cessa de girar. Cedo ou tarde, passamos a utilizar outro recurso psicológico: agir com graça, agir com afeto. abemos o quanto é incrível como um sorriso suave é capaz de derreter um coração de gelo. Um ato gentil pode desfazer uma guerra. E, quando agimos assim, somos tomados por um sentimento indizível de felicidade.
No final das contas, não existem pessoas más, apenas pessoas tristes ou que acham que são a coisa mais importante do universo. Mais suaves e flexíveis estaremos contribuindo para a promoção das mudanças e transformações positivas que já estão em curso, não só na sociedade, mas também no interior de cada um de nós e também no planeta como um todo. Cada gesto nesse sentido, por menor que seja, poderá fazer a grande diferença.

O próprio conceito de ecologia, conceito relativamente novo, nesta nova década ganhará cada vez mais destaque e importância, não apenas a ecologia da Natureza, mas também a humana, na busca de reconstituição do que de humano ainda nos resta.

Regina Helena Mariano
2009

2 comentários:

  1. Regina Helena, eu achei maravilhoso esse Plutão, eu estava brava com ele, pois a agressão que está vivendo o mundo e para melhorar e eu não tinha entendido. É isso mesmo que entendi?
    Obrigada por nós auxiliar, nas dicas do dia a dia, podemos refletir.
    Grata.

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  2. Olá Estrelinha, sim, vc entendeu! Plutão é um planeta que destrói, mas só o que precisa, e o faz para que possamos renascer como Fenix, para mais vôos, novos e restaurados!!! ´É o planeta da cura, das transformações profundas!
    Grata pelo feedback....
    Abraços,
    Regina Helena

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